quarta-feira, 25 de março de 2009

Resumo das aulas dos dias 19/03/09 e 24/03/09

Nessas aulas foram abordados aspectos relevantes ainda para o conceito de interação e seus respectivos tipos e formas. Também foi introduzido nessas aulas a teoria do dialogismo, proferida por Mikhail Bakhtin, na qual afirma-se que a linguagem é constitutivamente dialógica e feita através da interação e conversação entre um "Eu" locutor e produtor do enunciado, e um "Tu" (inter)locutor e respondente desse enunciado. Dessa forma, foram expostos os recursos de explicitação do dialogismo (perguntas reais e retóricas, marcadores conversacionais e antecipações de réplicas do interlocutor) que foram analisados através de exemplos de diversos tipos de textos, sobretudo jornalísticos.

domingo, 22 de março de 2009

Resumo do capítulo "Oralidade e Letramento"

Esse capítulo aborda aspectos relevantes para a definição da oralidade e do letramento (vistos como práticas sociais), representados pelas relações entre a fala e a escrita(vistos como modalidade de uso da língua), sob o contexto da sociedade, sobretudo a contemporânea. Assim, é demonstrado que a oralidade e a escrita são práticas e usos da língua com características próprias e, dessa forma, o autor expõe quatro perspectivas diferentes acerca da relação entre a fala e a escrita: a dicotômica, na qual fala e escrita são opostas e cada uma possui características próprias; a de visão culturalista, na qual observa-se a natureza das práticas de oralidade e escrita e faz-se uma análise de cunho cognitivo e social; a variacionista, na qual o papel da escrita e da fala é visto sob o ponto de vista educacional, e a perspectiva sociointeracionista na qual as relações entre fala e escrita são vistas sob o ponto de vista dialógico, interativo e dinâmico. Enfim, esse capítulo ressalta a importância de se observar o letramento e a oralidade como práticas sociais e elementos imprescindíveis para a sociedade e, como tal, devem ser vistos e analisados sob a perspectiva da utilização e não do sistema para que, desse modo, a fala e a escrita não sejam analisados sob uma dicotomia estrita.
Palavras-chave: Oralidade, Letramento, Fala, Escrita.

terça-feira, 17 de março de 2009

Resumo das aulas dos dias 12/03/09 e 17/03/09

Nessas aulas continuaram-se as discursões acerca do poder da retórica e também questionou-se sobre a importância do conceito de informação, que é a ação de moldar, dar forma ou significa ensino, instrução.Também nessas aulas foram introduzidos conceitos de interação entre um locutor e o seu respectivo interlocutor, e os requisitos básicos e tipos de interação existentes na sociedade, como o exemplo da interação radiofônica, que apresenta elementos característicos de uma interação, embora não tenha a presença de dois interactantes.

terça-feira, 10 de março de 2009

Resumo das aulas dos dias 05/03/09 e 10/03/09

Nessas aulas foram abordados conceitos fundamentais para a comunicação social, como o de contexto, que é o aparato circunstancial e social pelo qual se entende o sentido de um enunciado; o de enunciado, que é uma sequência verbal de sentido completo com o objetivo de comunicar; o de enunciação, que é o processo de interação realizado pela produção de enunciados verbais apoiados em conhecimentos prévios; e o de discurso, que é uma organização de enunciados feita por um sujeito e baseada nos recursos retóricos e argumentativos. Também nessas aulas foi discutido o poder da retórica, que é basicamente uma técnica de persuasão, e as influências dela sobre a sociedade tanto na antiguidade quanto na contemporaneidade.

domingo, 8 de março de 2009

Resumo do capítulo "O poder da retórica"

O capítulo aborda aspectos relevantes para a formação e o desenvolvimento da retórica, que é uma técnica de comunicação, nas sociedades. Assim, os primeiros passos da retórica foram dados na Sicília como reflexão sobre o discurso cujo fim é convencer e também como ensino das técnicas de persuasão, com os mestres Corax e Tísias; e posteriormente na Grécia Antiga, com os sofistas, Sócrates, Platão e Aristóteles (este último defendia a retórica não apenas como simples ferramenta de poder por meio da persuasão, mas sim uma arte de descobrir tudo o que se refere ao poder persuasivo). Entretanto, foi na sociedade romana que a retórica encontrou o quadro social propício para o seu desenvolvimento, já que tudo se organizava em torno da comunicação social, figura central da vida cotidiana, o que levava à necessidade das artes da retórica e da oratória. Sob essa ótica, surgiu em Roma, através da retórica, a noção de informação, traço tipicamente romano de instruir, de informar através da língua latina voltada para a comunicação social e material. Enfim, o capítulo observa que embora a Grécia tenha dado início ao conhecimento da retórica, foi na Roma Antiga o maior desenvolvimento e a perpetuação para outras sociedades do ensino desse conhecimento.

Palavras-chave: Retórica, Conhecimento, Comunicação

quinta-feira, 5 de março de 2009

Resumo das aulas dos dias 26/02/09 e 03/03/09

Nessas aulas foi abordado o conceito de linguagem,que é caracterizada como a forma de o homem se expressar para se comunicar com outro indivíduo, e de alguns de seus elementos,os quais os mais importantes são a língua e o sujeito:este pelo seu caráter de relativa autonomia, podendo ou não tomar suas própias decisões, é subdividido em psicológico, assujeitado e psicossocial(sendo o último uma espécie de "ator social" que analisa conscientemente os fatos e sabe como se adequar a diversas situações) e aquele por apresentar idiossincrasias, como os fatores social,já que é um bem de todos e fundamental para a interação do indivíduo com a sociedade;variável,com características sincrônicas e anacrônicas; e histórico,haja vista vem sofrendo mudanças ao passar das gerações.Assim,nessas aulas foram levantadas reflexões aos alunos sobre qual tipo de sujeito cada um seria e também foram desenvolvidos questionários sobre os assuntos debatidos na sala de aula.

domingo, 1 de março de 2009

Resumo do capítulo 1 do livro "Desvendando os segredos do texto"

Resumo: Concepções de língua, sujeito, texto e sentido - Capítulo I

Esse capítulo ressalta a importância de retomar questões básicas que permeiam os estudos sobre texto/discurso,como a concepção de sujeito,de língua,de texto e de construção de sentido.Assim,o autor afirma que a concepção de sujeito da linguagem está intimamente relacionada à concepção de língua que for adotada.Sob essa ótica,ele expõe três corrrespondências entre língua e sujeito:sujeito cartesiano,dono de sua vontade e de suas palavras; inconsciente,que não controla o sentido do que diz e o interacional,de caráter ativo.Dessa forma,é ressaltada como a de maior influência sobre as concepções de texto,que é visto como um evento dialógico e comunicativo de interação social no qual convergem ações lingüísticas e cognitivas, e de sentido a correlação entre a língua retratada como lugar de interação e o sujeito como entidade psicossocial (o sujeito interacional) de caráter ativo na produção e na interação social.Tais fatores levam a entender,portanto, que a interação texto-sujeito é de fundamental importância para a definição do sentido de um texto.Enfim,o autor ressalta nesse capítulo,como ponto de partida para suas reflexões,a concepção sociointeracional de linguagem,baseada na interação de sujeitos ativos e empenhados em uma atividade sociocomunicativa,a fim de elucidar para o leitor questões relativas ao sujeito,ao texto,e à produção textual de sentidos.

Palavras-chave:língua,sujeito,texto,sentido