quinta-feira, 4 de junho de 2009

Resumo das aulas dos dias 02/06/09 e 04/06/09

Nessas aulas foram iniciadas as apresentações dos trabalhos finais da disciplina, que consistem em uma aula feita numa escola com o objetivo de desenvolver o senso crítico sobre a mídia nas crianças do 5º ou 6º ano do ensino fundamental (as crianças foram alertadas para não acreditarem cegamente em tudo o que a mídia veicular) ou um trabalho teórico sobre um dos temas/assuntos discutidos em sala de aula.

Tipologia de Discursos

Na perspectiva da sociedade contemporânea, pode-se classificar os tipos de discurso da seguinte forma: Discursos Populares, Discursos da Igreja, Discursos da Mídia (rádio, televisão, jornal impresso, internet) e Discursos do Poder, que subdivide-se em Discurso Oficial, Discurso Para-oficial (ou Político) e Discurso da Oposição.
Sob esse contexto, vejamos as particularidades dos tipos de discurso mencionados:
1.Discursos Populares: São discursos não-oficiais que representam a opinião da população, seja ela de qualquer tipo de classe social.

2.Discursos da Igreja: São discursos proferidos por membros eclesiásticos (padres, bispos, etc) e representam a opinião da Igreja e as medidas tomadas por ela, através das encíclicas e bulas, acerca de um assunto e/ou acontecimento na sociedade.

3.Discursos da Mídia: São discursos veiculados na mídia (rádio, televisão, jornal impresso, internet) por instituições e/ou indivíduos e muitas vezes determinam o comportamento da população, já que esta vê nesses discursos uma espécie de modelo/padrão a ser seguido.

4.Discursos do Poder
4.1 Discurso Oficial: É o discurso proferido pelo governo representado pelos três poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário) mais o poder militar.

4.2 Discurso Para-oficial ou Político: É o discurso produzido por instituições vinculadas ao poder oficial, como setores da indústria, comércio e autoridades universitárias ou instituições governamentais fora dos poderes acima mencionados. Nesse tipo de discurso encaixam-se também a representação das opiniões dos membros do partido do governo e seus representantes.

4.3 Discurso da Oposição: É o discurso produzido pelos partidos de oposição ao governo . Também é desenvolvido pelos sindicatos e outras instituições que fazem oposição ao governo.
Sendo assim, as tipologias de discurso da sociedade contemporânea diferem em alguns aspectos das tipologias de 45 anos atrás, até mesmo porque o contexto histórico-social atual difere bruscamente do contexto de outrora. Vale rassaltar que esses aqui representados são os principais tipos de discurso de inúmeros existentes atualmente e, portanto, uma análise mais profunda cabe sobretudo a especialistas em linguagem.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Resumo das aulas dos dias 21/05/09 e 26/05/09

Nessas aulas foram abordados aspectos relevantes acerca dos conceitos atribuídos aos atos de fala (ato locutório, ato ilocutório e ato perlocutório) e as ações dos verbos introdutores de opinião nesses atos e no meio jornalístico. Foi também desenvolvida uma explanação sobre as mudanças na ortografia da língua portuguesa, vigentes no ano de 2009 e, ao término da aula do dia 26/05, foi solicitado aos alunos uma análise, sob forma de exposição para turma, da experiência de correção das dissertações sobre qual deveria ser o papel da mídia na sociedade.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Qual é o papel da mídia na sociedade?

Escândalos, catástrofes, guerras: essa é a realidade sensacionalista encontrada nos meios de comunicação. Contemporaneamente, a mídia abusa do sensacionalismo para obter audiência e, diante dessa situação, questiona-se: qual é, de fato, o papel da mídia na sociedade contemporânea?
Desde o início dos anos 70, quando intensificaram-se as transmissões de rádio e de televisão para todo o Planeta e o jornal impresso obteve um crescimento significativo no número de tiragens, até o início deste século, os meios de comunicação de massa dominam e influenciam o modo de comportamento, de se vestir e de agir da população. Seja por meio de novelas que retratam a “realidade” das pessoas a as influenciam, seja por meio de notícias sensacionalistas que muitas vezes banalizam casos de violência extrema na sociedade, a mídia molda o comportamento dos indivíduos e manipula a opinião deles através de informações repletas de parcialidade. Dessa forma, os meios de comunicação, sobretudo a televisão, determinam o que a sociedade deve presenciar, indo, assim, de encontro à proposta de imparcialidade tão pregada pela ética midiática.
Em face dessa situação, a mídia é retratada na contemporaneidade como o “Quarto Poder”, já que exerce tamanha influência sobre o comportamento das pessoas. Sob esse prisma, vê-se necessário o desenvolvimento tanto do senso crítico na população a fim de que haja uma seleção do que aparecerá na mídia, quanto da maior imparcialidade dos meios de comunicação. Ademais, ao transmitir informações com o máximo de neutralidade, a mídia contribui para que cada cidadão de fato tenha a sua própia formação de opinião, não mais se deixando manipular pelo que é dito na mídia. Desse modo, diminuiriam-se o sensacionalismo midiático e os meios de comunicação ratificariam a sua função na sociedade: a de informar às pessoas de forma o mais imparcial possível.
Enfim, a verdadeira função da mídia é a de transmitir informações à população com a maior neutralidade possível. Entretanto, o que se percebe na sociedade contemporânea é a manipulação e o sensacionalismo da mídia sobre as informações, que muitas vezes são banalizadas e distorcem dos fatos realmente ocorridos. Portanto, a mídia deve exercer com mais intensidade a imparcialidade a fim de que as pessoas formem as suas própias opiniões e não sejam mais manipuladas pelos meios de comunicação de massa.

Resumo do capítulo "As ações dos verbos introdutores de opinião"

Esse capítulo aborda aspectos relevantes acerca da ação e das funções dos verbos introdutores de opinião no âmbito dos discursos (de poder e populares) retratados no jornalismo e a análise da ação das formas de relatar opiniões nesse meio. Assim, o autor parte da premissa que, ao se reproduzirem as opiniões de alguém utilizando-se esses verbos, procedem-se construções sintáticas e seleção de termos que distorcem do original. Sob essa ótica, o autor descreve as formas de relatar opiniões (mediante um verbo- um verbo antecipa e introduz uma opinião relatada; mediante uma nominalização- nominalização de verbos; mediante construções adverbiais- introduz um discurso parafraseado e mediante dois pontos ou inserção aspeada no texto- presente em manchetes e notícias) e ressalta que a semântica dos verbos introdutores não pode ser feita à margem dos contextos de enunciação e fora das condições de produção do discurso como tal. Dessa forma,é demonstrado nesse capítulo a força da ação dos verbos introdutores de opinião e, baseado nisso, o autor relata que é praticamente impossível informar com neutralidade. Portanto, o autor faz uma análise de como a parcialidade se dá na introdução do discurso alheio, seja como interpretação, seleção ou avaliação.

Palvras-chave: Verbo, Opinião, Discurso, Interpretação.

Resumo das aulas dos dias 12/05/09 e 19/05/09

Nessas aulas deu-se continuação às apresentações acerca do livro "A miséria do jornalismo brasileiro" de Juremir Machado da Silva e também iniciaram-se as explicações acerca dos conceitos dos implícitos linguísticos(subentendido, pressuposto e implicatura). Também nessas aulas foi desenvolvida uma atividade escrita para que se discutisse sobre a leitura do capítulo "As ações dos verbos introdutores de opinião" extraído do livro de Luiz Antônio Marcuschi, "Fenômenos da linguagem: reflexões semânticas e discursivas".

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Resumo das aulas dos dias 05/05/09 e 07/05/09

Nessas aulas foram abordados aspectos principais do conceito de Ethos, que é a imagem a ser passada ao interlocutor,ou seja, é o fenômeno que revela através da enunciação a personalidade e caráter do enunciador para causar boa impressão, os movimentos corporais, os tons do discurso e as marcas visíveis como roupas e adornos, sobretudo no âmbito da comunicação. Nessas aulas também foram iniciadas as apresentações acerca do livro "A miséria do jornalismo brasileiro" de Juremir Machado da Silva, no qual são retratados em 40 artigos os bastidores da mídia brasileira dentre outros aspectos.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Resumo das aulas dos dias 14/04/09 e 16/04/09

Nessas aulas foram abordados aspectos relevantes acerca das Leis do discurso ou Máximas conversacionais (Pertinência, Sinceridade, Informatividade, Exaustividade e Modalidade), que valem para todo tipo de interação verbal e desempenham papel importante na compreensão dos enunciados. Também nessas aulas foi apresentado um documentário incitando os alunos a debaterem acerca da ideia de ética e de verdade no jornalismo.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Resumo das aulas dos dias 02/04/09 e 08/04/09

Na aula do dia 02/04 foi desenvolvido um debate em sala sobre o conteudo do livro "Ilusoes Perdidas" de Honore de Balzac, que ressalta aspectos relacionados ao jornalismo. Na aula do dia 08/04 foi elaborado um exercicio avaliativo no qual foram abordados todos os conteudos vistos em sala de aula.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Resenha da obra "Ilusões Perdidas", de Honoré de Balzac

Jornalismo: depreciação ou informação?

Escrito no século XIX e contando uma história daquela época, o livro “Ilusões Perdidas” (tradução e adaptação de Silvana Saferno; Companhia das Letras, 223 páginas), do escritor francês Honoré de Balzac, aborda aspectos relevantes sobre o início do jornalismo na França. Balzac sugere que o jornalismo é um meio no qual reinam a corrupção, a mentira, a falsidade e as armações dos profissionais para acabar com a reputação de uma pessoa ou uma obra. A argumentação de Balzac remete-se, em parte, á contemporaneidade, mas seu livro traz afirmações incômodas que requerem uma análise mais elaborada no estudo tanto das características da obra em questão, quanto da história do jornalismo. De fato, o título do livro é fiel ao seu conteúdo, já que a obra narra a história de um jovem poeta que, buscando alcançar seu sonho de tornar-se conhecido como literato, embarca para Paris, mas ao chegar na “cidade da luz” e se deparar com extremas dificuldades, acaba se deixando corromper pelo ramo jornalístico, visto como uma rede de mentiras, corrupção e falcatruas, no qual existe a competição desleal e a inveja entre os profissionais. Assim, Balzac recorre a estilos de retórica para tentar convencer o leitor do meio “sem escrúpulos” da atividade jornalística, dando a entender que o jornalismo seria uma prática depreciativa e mesquinha, já que ele relata no livro o jornalista como um “acrobata” que pode tanto tecer uma crítica a fim de destruir a imagem de uma pessoa ou uma obra, como o mesmo jornalista pode depois elogiar e tecer belíssimos comentários à mesma obra ou pessoa. Decerto, o livro de Balzac é atemporal, já que no mundo contemporâneo ainda é encontrada a prática jornalística de maneira similar àquela retradada em “Ilusões Perdidas”, mas talvez o autor tenha pecado ao generalizar esse tipo de comportamento e ao sugerir que a prática jornalística seria somente depreciativa e insalubre, já que tanto no século XIX como na contemporaneidade, o jornalismo servia e ainda serve também para dar informações à sociedade de forma o mais imparcial possível. Sendo assim, há considerações pertinentes em “Ilusões Perdidas” que fazem da obra objetiva e interessante, mas talvez tenha faltado a Balzac uma análise mais profunda e crítica nas raízes do jornalismo nascente, sobretudo o francês, para que, dessa forma, os aspectos apresentados não fossem somente os depreciativos, mas também os pontos positivos da prática jornalística que é, sem dúvida, de fundamental importância para a sociedade.

Resumo das aulas dos dias 26/03/09 e 31/03/09

Nessas aulas foram abordados aspectos relevantes acerca da resenha, que é um tipo de resumo no qual o autor avalia e analisa de forma sintética e expõe a sua opinião acerca de uma obra literária ou científica, por exemplo. Assim, foram explicadas as principais características da resenha e o modo de se fazer uma. Nessas aulas também foram expostas as relações entre fala e escrita e as principais perspectivas acerca dessas duas modalidades diferentes (dicotômica, culturalista, variacionista e sociointeracionista) a fim de desmitificar a análise da fala e escrita como uma dicotomia estrita.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Resumo das aulas dos dias 19/03/09 e 24/03/09

Nessas aulas foram abordados aspectos relevantes ainda para o conceito de interação e seus respectivos tipos e formas. Também foi introduzido nessas aulas a teoria do dialogismo, proferida por Mikhail Bakhtin, na qual afirma-se que a linguagem é constitutivamente dialógica e feita através da interação e conversação entre um "Eu" locutor e produtor do enunciado, e um "Tu" (inter)locutor e respondente desse enunciado. Dessa forma, foram expostos os recursos de explicitação do dialogismo (perguntas reais e retóricas, marcadores conversacionais e antecipações de réplicas do interlocutor) que foram analisados através de exemplos de diversos tipos de textos, sobretudo jornalísticos.

domingo, 22 de março de 2009

Resumo do capítulo "Oralidade e Letramento"

Esse capítulo aborda aspectos relevantes para a definição da oralidade e do letramento (vistos como práticas sociais), representados pelas relações entre a fala e a escrita(vistos como modalidade de uso da língua), sob o contexto da sociedade, sobretudo a contemporânea. Assim, é demonstrado que a oralidade e a escrita são práticas e usos da língua com características próprias e, dessa forma, o autor expõe quatro perspectivas diferentes acerca da relação entre a fala e a escrita: a dicotômica, na qual fala e escrita são opostas e cada uma possui características próprias; a de visão culturalista, na qual observa-se a natureza das práticas de oralidade e escrita e faz-se uma análise de cunho cognitivo e social; a variacionista, na qual o papel da escrita e da fala é visto sob o ponto de vista educacional, e a perspectiva sociointeracionista na qual as relações entre fala e escrita são vistas sob o ponto de vista dialógico, interativo e dinâmico. Enfim, esse capítulo ressalta a importância de se observar o letramento e a oralidade como práticas sociais e elementos imprescindíveis para a sociedade e, como tal, devem ser vistos e analisados sob a perspectiva da utilização e não do sistema para que, desse modo, a fala e a escrita não sejam analisados sob uma dicotomia estrita.
Palavras-chave: Oralidade, Letramento, Fala, Escrita.

terça-feira, 17 de março de 2009

Resumo das aulas dos dias 12/03/09 e 17/03/09

Nessas aulas continuaram-se as discursões acerca do poder da retórica e também questionou-se sobre a importância do conceito de informação, que é a ação de moldar, dar forma ou significa ensino, instrução.Também nessas aulas foram introduzidos conceitos de interação entre um locutor e o seu respectivo interlocutor, e os requisitos básicos e tipos de interação existentes na sociedade, como o exemplo da interação radiofônica, que apresenta elementos característicos de uma interação, embora não tenha a presença de dois interactantes.

terça-feira, 10 de março de 2009

Resumo das aulas dos dias 05/03/09 e 10/03/09

Nessas aulas foram abordados conceitos fundamentais para a comunicação social, como o de contexto, que é o aparato circunstancial e social pelo qual se entende o sentido de um enunciado; o de enunciado, que é uma sequência verbal de sentido completo com o objetivo de comunicar; o de enunciação, que é o processo de interação realizado pela produção de enunciados verbais apoiados em conhecimentos prévios; e o de discurso, que é uma organização de enunciados feita por um sujeito e baseada nos recursos retóricos e argumentativos. Também nessas aulas foi discutido o poder da retórica, que é basicamente uma técnica de persuasão, e as influências dela sobre a sociedade tanto na antiguidade quanto na contemporaneidade.

domingo, 8 de março de 2009

Resumo do capítulo "O poder da retórica"

O capítulo aborda aspectos relevantes para a formação e o desenvolvimento da retórica, que é uma técnica de comunicação, nas sociedades. Assim, os primeiros passos da retórica foram dados na Sicília como reflexão sobre o discurso cujo fim é convencer e também como ensino das técnicas de persuasão, com os mestres Corax e Tísias; e posteriormente na Grécia Antiga, com os sofistas, Sócrates, Platão e Aristóteles (este último defendia a retórica não apenas como simples ferramenta de poder por meio da persuasão, mas sim uma arte de descobrir tudo o que se refere ao poder persuasivo). Entretanto, foi na sociedade romana que a retórica encontrou o quadro social propício para o seu desenvolvimento, já que tudo se organizava em torno da comunicação social, figura central da vida cotidiana, o que levava à necessidade das artes da retórica e da oratória. Sob essa ótica, surgiu em Roma, através da retórica, a noção de informação, traço tipicamente romano de instruir, de informar através da língua latina voltada para a comunicação social e material. Enfim, o capítulo observa que embora a Grécia tenha dado início ao conhecimento da retórica, foi na Roma Antiga o maior desenvolvimento e a perpetuação para outras sociedades do ensino desse conhecimento.

Palavras-chave: Retórica, Conhecimento, Comunicação

quinta-feira, 5 de março de 2009

Resumo das aulas dos dias 26/02/09 e 03/03/09

Nessas aulas foi abordado o conceito de linguagem,que é caracterizada como a forma de o homem se expressar para se comunicar com outro indivíduo, e de alguns de seus elementos,os quais os mais importantes são a língua e o sujeito:este pelo seu caráter de relativa autonomia, podendo ou não tomar suas própias decisões, é subdividido em psicológico, assujeitado e psicossocial(sendo o último uma espécie de "ator social" que analisa conscientemente os fatos e sabe como se adequar a diversas situações) e aquele por apresentar idiossincrasias, como os fatores social,já que é um bem de todos e fundamental para a interação do indivíduo com a sociedade;variável,com características sincrônicas e anacrônicas; e histórico,haja vista vem sofrendo mudanças ao passar das gerações.Assim,nessas aulas foram levantadas reflexões aos alunos sobre qual tipo de sujeito cada um seria e também foram desenvolvidos questionários sobre os assuntos debatidos na sala de aula.

domingo, 1 de março de 2009

Resumo do capítulo 1 do livro "Desvendando os segredos do texto"

Resumo: Concepções de língua, sujeito, texto e sentido - Capítulo I

Esse capítulo ressalta a importância de retomar questões básicas que permeiam os estudos sobre texto/discurso,como a concepção de sujeito,de língua,de texto e de construção de sentido.Assim,o autor afirma que a concepção de sujeito da linguagem está intimamente relacionada à concepção de língua que for adotada.Sob essa ótica,ele expõe três corrrespondências entre língua e sujeito:sujeito cartesiano,dono de sua vontade e de suas palavras; inconsciente,que não controla o sentido do que diz e o interacional,de caráter ativo.Dessa forma,é ressaltada como a de maior influência sobre as concepções de texto,que é visto como um evento dialógico e comunicativo de interação social no qual convergem ações lingüísticas e cognitivas, e de sentido a correlação entre a língua retratada como lugar de interação e o sujeito como entidade psicossocial (o sujeito interacional) de caráter ativo na produção e na interação social.Tais fatores levam a entender,portanto, que a interação texto-sujeito é de fundamental importância para a definição do sentido de um texto.Enfim,o autor ressalta nesse capítulo,como ponto de partida para suas reflexões,a concepção sociointeracional de linguagem,baseada na interação de sujeitos ativos e empenhados em uma atividade sociocomunicativa,a fim de elucidar para o leitor questões relativas ao sujeito,ao texto,e à produção textual de sentidos.

Palavras-chave:língua,sujeito,texto,sentido